Páginas

Quem sou eu

Minha foto
Nova Friburgo, RJ, Brazil
Especialista em Fisioterapia Neurofuncional / Mestranda em Terapia Intensiva

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Falta de vagas em UTI da rede pública de saúde faz mais uma vítima

Famílias ficam angustiadas com parentes internados à espera de UTI na rede pública de saúde. Um senhor que aguardava por uma vaga na UTI do Hospital de Base faleceu na manhã deste sábado (23).

Um senhor de 70 anos de idade, tinha um tipo raro de leucemia e estava internado no Hospital de Base. Há três dias o estado de saúde dele piorou e ele precisava ser internado com urgência em uma UTI. A família de João Francisco da Silva esperou pela vaga, tentou transferência e não conseguiu, ele morreu na manhã deste sábado (23). Uma angústia vivida por outras famílias com parentes internados que esperam por um leito de UTI

Na quinta-feira (21) dessa semana, a irmã da auxiliar administrativo Gildeci Mendes desmaiou e foi levada para o Hospital de Base. Era um aneurisma, uma dilatação de um vaso sanguíneo no cérebro. Ela foi operada às pressas e a paciente agora depende de uma vaga na UTI.

“Falaram que após 6 horas do pós-cirúrgico ela vai ter que ir para UTI. Sendo que no hospital, aparentemente, não tem vaga na Unidade de Tratamento Intensivo. Não é uma cirurgia simples, o médico foi bem claro com a família, é uma cirurgia gravíssima. Nós estamos muito preocupados com a situação dela”, desabafa Gildeci.

No próprio hospital, Gildeci foi aconselhada a procurar o Ministério Público para tentar uma vaga por meio de medida judicial. “Entregar um relatório, para o Ministério Público, solicitando uma vaga em hospital particular que o SUS atenda”, conta.

A Secretaria de Saúde tem 125 leitos de UTI contratados em hospitais particulares. O valor cobrado por dia é de R$ 3,2 mil por leito. O GDF quer pagar o valor da tabela Sistema Único de Saúde (SUS), que é de R$ 1,2 mil.

Nessa semana foi exibido no DFTV 1ª Edição o depoimento de um médico que trabalha no Hospital de Base. Ele denunciou as condições improvisadas e a falta de vagas na UTI.

“O serviço público deveria ter, em teoria, 20% do número de leitos como sendo de UTI. E a nossa taxa é em torno de 5%. Tá faltando 15% do número de leitos para UTI, ou seja, tão faltando 150 vagas e isso é muito honeroso. Atualmente, a situação dessa semana é que esses pacientes estão ficando sem UTI e, lógico, pagando um preço caro por isso, inclusive a vida”, conta o médico que não quis se identificar.

Na sexta-feira (22) o governador, Rogério Rosso, disse que a decisão da secretária de Saúde, Fabíola de Aguiar Nunes, é pagar os leitos de UTI da rede particular pela tabela SUS.

Nenhum comentário:

Postar um comentário